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Supernova Médico Hospitalar
Equipamentos: como escolher

Cama hospitalar de 2, 3 ou 5 movimentos: qual escolher?

Ao pesquisar cama hospitalar para uso domiciliar, é comum se deparar com termos como "2 movimentos", "3 movimentos" e "5 movimentos"; a dúvida sobre qual escolher é frequente entre famílias e cuidadores. Cada configuração atende a um perfil diferente de paciente e de rotina de cuidado. Veja o que muda entre elas e como decidir.

O que significa cada "movimento"

Os "movimentos" de uma cama hospitalar se referem aos ajustes de articulação do leito, geralmente:

  • Cabeceira (dorso): eleva a parte superior do colchão, aproximando-se da posição sentada (posição de Fowler), útil para refeições, leitura, respiração e visitas.
  • Joelhos (pernas): eleva a região dos joelhos, ajudando a evitar que o paciente escorregue quando a cabeceira está elevada e melhorando o conforto.
  • Altura da cama: sobe ou desce o leito inteiro, facilitando a transferência do paciente para cadeira de rodas ou poltrona e reduzindo o esforço lombar do cuidador.
  • Lateralização (decúbito lateral direito e esquerdo): inclina o leito para os lados, auxiliando na mudança de decúbito, prática usada na prevenção de lesão por pressão.

Cama de 2 movimentos

Geralmente reúne cabeceira e joelhos, com ajuste manual por manivela. É a opção mais simples e de menor custo, indicada para quadros de menor dependência, recuperações mais curtas ou uso pontual, quando o paciente ainda tem alguma mobilidade própria e não passa a maior parte do dia deitado.

Cama de 3 movimentos

Soma aos dois anteriores o ajuste de altura do leito. É a configuração mais comum em home care, pois equilibra funcionalidade e custo: permite posicionar o paciente para conforto e facilita bastante a transferência e os cuidados de higiene, já que o cuidador pode elevar a cama até uma altura confortável para trabalhar, evitando dor nas costas.

Cama de 5 movimentos

Inclui cabeceira, joelhos, altura e lateralização para os dois lados. É a configuração mais indicada para pacientes acamados por longos períodos, com maior grau de dependência, em que a mudança de decúbito frequente é parte da rotina de prevenção de lesões por pressão. A lateralização motorizada reduz o esforço físico do cuidador nessa tarefa, que tradicionalmente exige virar o paciente manualmente.

Manual ou motorizada?

Independentemente do número de movimentos, a cama pode ser manual (ajustada por manivela) ou motorizada (ajustada por controle remoto, com motor elétrico). A cama manual costuma ter custo menor e não depende de energia elétrica para funcionar, mas exige esforço físico do cuidador a cada ajuste. Já a motorizada facilita e agiliza mudanças de posição frequentes (importante quando há vários ajustes ao longo do dia ou quando o cuidador tem limitações físicas); porém depende de tomada elétrica disponível próxima ao leito.

Como decidir

  • Grau de dependência do paciente e tempo de permanência na cama ao longo do dia.
  • Frequência de mudança de posição necessária, conforme orientação da equipe de enfermagem.
  • Capacidade física do cuidador para realizar ajustes manuais e transferências.
  • Disponibilidade de espaço e de energia elétrica no ambiente onde a cama ficará.
  • Orçamento disponível, já que o número de movimentos e o tipo de acionamento influenciam o valor final.

Em geral, casos de curta duração e menor dependência costumam ser bem atendidos por camas de 2 ou 3 movimentos, enquanto pacientes acamados por tempo prolongado ou com maior necessidade de reposicionamento se beneficiam da cama de 5 movimentos, de preferência motorizada.

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Fontes e referências

  • ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): regularização decamas hospitalares como produtos para saúde.
  • Ministério da Saúde: diretrizesde cuidado domiciliar e prevenção de lesão por pressão.
  • COFEN (Conselho Federal de Enfermagem): normastécnicas sobre mudança de decúbito e mobilização de pacientes.
  • SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia): orientaçõessobre cuidado domiciliar de idosos acamados.

Conteúdo informativo; não substitui a orientação do profissional de saúde responsável.

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