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Supernova Médico Hospitalar
Prevenção e segurança

Como identificar o início de uma escara em pacientes acamados

A escara, também chamada de úlcera por pressão, se desenvolve quando a pele e os tecidos abaixo dela ficam comprimidos por tempo prolongado, geralmente entre uma superfície (como o colchão) e uma saliência óssea (como o cóccix, o calcanhar ou o quadril). Identificar o problema logo no início é a diferença entre resolver com cuidados simples e enfrentar uma ferida profunda e de difícil tratamento.

Onde as escaras costumam surgir

Em pacientes acamados, os locais mais comuns são o cóccix, o sacro, os calcanhares, os quadris, os cotovelos, a nuca e as orelhas, sempre em pontos onde o osso fica próximo à pele e recebe pressão constante. Em cadeirantes, a atenção deve se voltar também para o ísquio (base dos glúteos) e a região do cóccix.

O primeiro sinal: vermelhidão que não desaparece

O estágio inicial da escara se manifesta como uma área de pele avermelhada (ou, em peles mais escuras, arroxeada ou mais escura que o entorno) que não volta à cor normal quando a pressão é aliviada. O teste mais simples é este: pressione levemente o dedo sobre a área e solte. Se a vermelhidão desaparecer por alguns segundos e depois retornar, ainda não é escara. Se a área permanecer da mesma cor mesmo após aliviar a pressão, é sinal de alerta.

Outros sinais do estágio inicial

  • Pele mais quente ou mais fria que a área ao redor.
  • Mudança na consistência do tecido: mais firme ou mais amolecida que o normal.
  • Relato de dor, ardência ou coceira na região, quando o paciente consegue comunicar.
  • Inchaço leve no local.

Nesse estágio, a pele ainda está íntegra, sem ferida aberta. Por isso, a identificação precoce é tão valiosa: a lesão ainda é reversível com os cuidados adequados.

O que fazer ao notar os primeiros sinais

Redobre a frequência de mudança de posição do paciente, evitando qualquer pressão direta e prolongada sobre a área afetada. Mantenha a pele limpa e seca, mas evite massagear diretamente o local avermelhado, pois isso pode piorar a lesão nos tecidos mais profundos. Avalie se o colchão em uso oferece alívio de pressão adequado. Colchões anti-escara (de espuma especial ou pneumáticos) ajudam a redistribuir o peso do corpo e reduzir a pressão sobre essas áreas críticas. Comunique a equipe de enfermagem ou o médico responsável assim que notar a alteração para receber orientação sobre cuidados específicos com a pele.

Quando o quadro já indica evolução da lesão

Se a pele apresentar bolha, ferida aberta, perda de tecido, secreção, odor ou área escurecida (enegrecida), a escara já evoluiu para estágios mais avançados e exige avaliação profissional para definir o tratamento adequado (que pode incluir curativos especiais e acompanhamento próximo). Sinais de infecção associados, como febre, calor intenso ao redor da ferida ou secreção com odor forte, pedem atenção médica imediata.

Prevenção contínua

A melhor estratégia é não deixar a escara se formar: mudança de decúbito a cada duas ou três horas, uso de colchão e almofadas adequados, pele sempre limpa e hidratada, boa alimentação e hidratação, e inspeção diária da pele em pacientes de maior risco. Pequenos hábitos, mantidos com consistência, evitam grande parte dos casos.

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Fontes e referências

  • Ministério da Saúde
  • Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)
  • Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)

Conteúdo informativo; não substitui a orientação do profissional de saúde responsável.

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